Faltará alimentos nos supermecados pelo Brasil em virtude do novo coronavirus?
Nosso instinto de sobrevivência natural nos impulsiona a ter receio de uma crise de suprimentos essenciais e nos faz correr aos supermercados na busca de estocar mercadorias, mas afinal, realmente podemos ficar sem alimentos nos supermercados?
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| Reprodução: PPLWare Sapo/Portugal |
Certamente estamos passando pela primeira grande doença do século, o novo coronavírus (COVID-19) está alterando o cotidiano de todo o planeta em virtude de sua proliferação rápida, desenfreada e que vem desafiando a comunidade cientifica do mundo todo.
O Brasil hoje possui sua imprensa totalmente centrada em transmitir na maior parte do tempo assuntos sobre a pandemia que vem se alastrando no país, consecutivamente é de uma forma positiva, entretanto também, gera uma consequência muito negativa.
Dentre essas consequências negativas, trás consigo o medo e o pânico social sobre o futuro de incertezas que o vírus vem trazendo para a população, mesmo que, na sua totalidade a maioria das pessoas no Brasil estão saudáveis (sem a doença).
As medidas adotadas pelas Secretarias de Saúdes Estaduais, Agência Nacional de Vigilância Sanitária e Autoridades Públicas é de prevenção da proliferação da doença. Tendo como medidas adotadas pelos estados afetados até o presente momento, uma quarentena parcial da população, fazendo com que apenas serviços essenciais fiquem funcionando.
Dentre os serviços que continuaram funcionando: farmácias, supermercados, açougues, mercados de bairros, oficinas mecânicas de veículos, transporte público (parcial com contingenciamento reduzido), fast-foods e restaurantes (apenas na modalidade de negócio delivery) e dentre outros setores variando de estado para estado, mediante decreto.
Entretanto com o medo que se faz presente das incertezas trazidas consigo do coronavírus, grande parte da população correu aos grandes centros de supermercados para fazer compras no temor de que falte alimentos nos mercados.
Mas a resposta real, nesse momento é: NÃO, não tem como nesse exato momento o mercado varejista e atacadista de supermercados ter déficits de mercadoria para o público.
Isso se deve por vários fatores e um deles é que o Brasil é o maior exportador mundial de carnes bovinas e de frango do mundo.
Em dezembro de 2018, a exportação de carne para o exterior já tinha sido 11% maior do que em 2017, vendendo cerca de 1,64 milhão de toneladas. Em 2019, o país já conseguiu se consolidar como o maior exportador de carne bovina do mundo, de acordo com a ABIEC (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne).
A maior parte da carne é destinada para a Ásia, principalmente para Hong Kong e China. O primeiro, comprou cerca de 57,2 mil toneladas somente no primeiro bimestre do ano, enquanto que os chineses adquiriram cerca de 49,4 mil toneladas.
O Brasil é o grande exportador deste produto para a União Europeia, considerado um dos mercados mais exigentes do mundo com relação a qualidade da carne.
Manter um bom nível de comércio com a UE atesta que a carne brasileira possui um “selo de qualidade”. Isso porque, a região só aceita carnes que passaram por rigorosas normas pré-estabelecidas, que atestam a qualidade e procedência do produto.
Quem realiza a verificação do gado que pode ser comercializado para mercados mais exigentes é o SISBOV (Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Bovinos e Bubalinos).
O país fornece cerca de 20% das exportações globais totais de bovinos, sendo esta 1/5 de toda exportação do planeta, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês).
Segundo projeções da USDA em 2019, o Brasil deveria continuar ampliando suas exportações de carne bovina nos próximos anos, alcançando 23% dos embarques globais totais até 2028.
Um outro fato interessante relacionado ao boi no Brasil é que atualmente, existe mais boi e vaca do que pessoas no país.
O rebanho bovino do Brasil caiu 0,7% em 2018 na comparação com 2017, mas o país ainda tem mais boi e vacas do que gente, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2019.
Segundo o IBGE, apesar de uma queda de 1,5 milhão de cabeças, devido ao aumento dos abates pela indústria de carne, o Brasil segue com o maior rebanho comercial do mundo, com cerca de 213,5 milhões de animais, disse o instituto em nota.
Já a população brasileira está estimada pelo IBGE em 210,1 milhões, com uma taxa de crescimento populacional de 0,79% ao ano, informou o IBGE ao final de agosto.
Visto isso, vale ressaltar também que o Brasil é o maior exportador de frango do planeta.
As exportações de carne de frango do Brasil somaram 316,9 mil toneladas em fevereiro de 2019, alta de 2,2% frente a igual período do ano anterior, com o impulso das compras da China, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) em 2019.
Segundo a associação, os números representam tanto exportações do produto in natura quanto processado. O país é o líder mundial no setor.
A Tabela a seguir apresenta os dados de exportação de carne de frango, em milhões de toneladas, entre os anos de 2015 e 2019, segundo dados do USDA.
Dentre todos esses fatores, é fato, o Brasil se autossustenta. Não só na carne e no frango, mas também no açúcar, na soja, no café, feijão, arroz e hortalicias. Um outro fator predominante é que atualmente apenas as capitais estão com pessoas infectadas, os interiores dos estados continuam com suas rotinas "normais", produzindo no agronegócio para o resto do Brasil.
Mais uma vez, vale ressaltar que, não é hora para pânico, teremos sim alimentos para toda a nação por bastante meses se essa crise se prolongar. É mais fácil faltar dinheiro na mão da população do que suprimento em supermercados no Brasil.
Se você tem o suficiente em sua casa, continue nela, o melhor a se fazer agora é se manter em domicilio até segunda ordem e sair apenas em casos excepcionais onde não haver outra maneira.
Em baixo você poderá ter acesso a todas as fontes que fundamentam todos os dados postados aqui neste artigo sobre o pânico social relacionado a falta de abastecimento de alimentos nos supermercados do Brasil.
E um alerta, se esse dia chegar de, não haver mercadoria nas pratilheiras, acredite, o mundo estará um caos. O Brasil sustenta o resto do mundo com suprimento alimentar, o agronegócio sustenta essa nação.
Fontes: G1, Associação Brasileira de Consultoria e Assessoria em Comércio Exterior - ABRACOMEX, BrasilEscola
O Brasil hoje possui sua imprensa totalmente centrada em transmitir na maior parte do tempo assuntos sobre a pandemia que vem se alastrando no país, consecutivamente é de uma forma positiva, entretanto também, gera uma consequência muito negativa.
Dentre essas consequências negativas, trás consigo o medo e o pânico social sobre o futuro de incertezas que o vírus vem trazendo para a população, mesmo que, na sua totalidade a maioria das pessoas no Brasil estão saudáveis (sem a doença).
As medidas adotadas pelas Secretarias de Saúdes Estaduais, Agência Nacional de Vigilância Sanitária e Autoridades Públicas é de prevenção da proliferação da doença. Tendo como medidas adotadas pelos estados afetados até o presente momento, uma quarentena parcial da população, fazendo com que apenas serviços essenciais fiquem funcionando.
Dentre os serviços que continuaram funcionando: farmácias, supermercados, açougues, mercados de bairros, oficinas mecânicas de veículos, transporte público (parcial com contingenciamento reduzido), fast-foods e restaurantes (apenas na modalidade de negócio delivery) e dentre outros setores variando de estado para estado, mediante decreto.
Entretanto com o medo que se faz presente das incertezas trazidas consigo do coronavírus, grande parte da população correu aos grandes centros de supermercados para fazer compras no temor de que falte alimentos nos mercados.
Mas a resposta real, nesse momento é: NÃO, não tem como nesse exato momento o mercado varejista e atacadista de supermercados ter déficits de mercadoria para o público.
Isso se deve por vários fatores e um deles é que o Brasil é o maior exportador mundial de carnes bovinas e de frango do mundo.
| Reprodução: Sindicato Rural de Paranaiba |
Em dezembro de 2018, a exportação de carne para o exterior já tinha sido 11% maior do que em 2017, vendendo cerca de 1,64 milhão de toneladas. Em 2019, o país já conseguiu se consolidar como o maior exportador de carne bovina do mundo, de acordo com a ABIEC (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne).
A maior parte da carne é destinada para a Ásia, principalmente para Hong Kong e China. O primeiro, comprou cerca de 57,2 mil toneladas somente no primeiro bimestre do ano, enquanto que os chineses adquiriram cerca de 49,4 mil toneladas.
O Brasil é o grande exportador deste produto para a União Europeia, considerado um dos mercados mais exigentes do mundo com relação a qualidade da carne.
Manter um bom nível de comércio com a UE atesta que a carne brasileira possui um “selo de qualidade”. Isso porque, a região só aceita carnes que passaram por rigorosas normas pré-estabelecidas, que atestam a qualidade e procedência do produto.
Quem realiza a verificação do gado que pode ser comercializado para mercados mais exigentes é o SISBOV (Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Bovinos e Bubalinos).
O país fornece cerca de 20% das exportações globais totais de bovinos, sendo esta 1/5 de toda exportação do planeta, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês).
Segundo projeções da USDA em 2019, o Brasil deveria continuar ampliando suas exportações de carne bovina nos próximos anos, alcançando 23% dos embarques globais totais até 2028.
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| Reprodução: Agora Mato Grosso do Sul |
O rebanho bovino do Brasil caiu 0,7% em 2018 na comparação com 2017, mas o país ainda tem mais boi e vacas do que gente, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2019.
Segundo o IBGE, apesar de uma queda de 1,5 milhão de cabeças, devido ao aumento dos abates pela indústria de carne, o Brasil segue com o maior rebanho comercial do mundo, com cerca de 213,5 milhões de animais, disse o instituto em nota.
Já a população brasileira está estimada pelo IBGE em 210,1 milhões, com uma taxa de crescimento populacional de 0,79% ao ano, informou o IBGE ao final de agosto.
Visto isso, vale ressaltar também que o Brasil é o maior exportador de frango do planeta.
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| Imagem: Nutrição e Saúde |
As exportações de carne de frango do Brasil somaram 316,9 mil toneladas em fevereiro de 2019, alta de 2,2% frente a igual período do ano anterior, com o impulso das compras da China, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) em 2019.
Segundo a associação, os números representam tanto exportações do produto in natura quanto processado. O país é o líder mundial no setor.
A Tabela a seguir apresenta os dados de exportação de carne de frango, em milhões de toneladas, entre os anos de 2015 e 2019, segundo dados do USDA.
Dentre todos esses fatores, é fato, o Brasil se autossustenta. Não só na carne e no frango, mas também no açúcar, na soja, no café, feijão, arroz e hortalicias. Um outro fator predominante é que atualmente apenas as capitais estão com pessoas infectadas, os interiores dos estados continuam com suas rotinas "normais", produzindo no agronegócio para o resto do Brasil.
Mais uma vez, vale ressaltar que, não é hora para pânico, teremos sim alimentos para toda a nação por bastante meses se essa crise se prolongar. É mais fácil faltar dinheiro na mão da população do que suprimento em supermercados no Brasil.
Se você tem o suficiente em sua casa, continue nela, o melhor a se fazer agora é se manter em domicilio até segunda ordem e sair apenas em casos excepcionais onde não haver outra maneira.
Em baixo você poderá ter acesso a todas as fontes que fundamentam todos os dados postados aqui neste artigo sobre o pânico social relacionado a falta de abastecimento de alimentos nos supermercados do Brasil.
E um alerta, se esse dia chegar de, não haver mercadoria nas pratilheiras, acredite, o mundo estará um caos. O Brasil sustenta o resto do mundo com suprimento alimentar, o agronegócio sustenta essa nação.
Fontes: G1, Associação Brasileira de Consultoria e Assessoria em Comércio Exterior - ABRACOMEX, BrasilEscola





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